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Apicultura é hoje considerada uma das grandes opções para a agricultura familiar

Apicultura é hoje considerada uma das grandes opções para a agricultura familiar

 

APICULTURA – AUMENTO DE RENDA ATRAVÉS DO MEL

A apicultura é hoje considerada uma das grandes opções para a agricultura familiar por proporcionar o aumento de renda, através da oportunidade de aproveitamento da potencialidade natural de meio ambiente e de sua capacidade produtiva.

A apicultura é a arte de criar abelhas, com o objetivo de proporcionar ao homem produtos derivados como o mel, cera, geléia real, própolis, pólen, e, ainda, prestar serviços de polinização às culturas vegetais.

No Brasil, esta atividade teve início em 1839 com abelhas “mansas” vindas da Europa e em 1956 foram introduzidas abelhas africanas, mais produtivas, porém mais agressivas. Estas abelhas acabaram cruzando com as européias, resultando as abelhas africanizadas, as predominantes hoje em todo país.

A ampla área territorial de nosso país, com variada diversificação vegetal e um clima tropical favorável à exploração apícola oferece condições de uma elevada produção. Apesar dessa atividade ainda ser pouco explorada, o mercado está em franca ascensão.

A criação de abelhas pode complementar a renda na propriedade rural e ainda trazer benefícios para produção agrícola através da polinização. Maria Jacy, extensionista da Emater Porangatu e membro do conselho diretor da Coopermel Porangatu, explica que as abelhas usadas na apicultura são divididas em dois grupos – as apis mellifera e as meliponas. Segundo a extensionista, o tipo de abelha apis mellifera é o mais utilizado na produção, uma vez que elas possuem ferrões, ao contrário do outro grupo, e apresentam uma boa produção e contribuição para a sociedade.

Getúlio de Araújo Lima, Presidente da Coopermel explica que o produtor que desejar iniciar a atividade precisa, em um primeiro momento, adquirir conhecimento básico da cultura. Para a estrutura, os materiais necessários são cera, caixas e cavaletes, além da vestimenta própria e o fumigador.

Além disso, de acordo com o Presidente, é necessário o investimento em pelo menos cinco caixas, que custam, aproximadamente, R$ 1.000, com rendimento de 50 a 70 litros de mel por ano. No entanto, não é só o mel que pode ser extraído.

“Caso a pessoa queira especializar mais um pouquinho, ele pode tirar cera, pólen, própolis, apitoxina, que é o veneno da abelha, e também a geleia real, com um treinamento mais aprofundado”, explica.

O Governo do Estado, por meio da Rede Goiana de APL, vinculado à SED – Secretaria de Desenvolvimento, defende que o produtor deve ter no mínimo três atividades rentáveis na propriedade, para assim garantir a sustentabilidade e a permanência do homem no campo, com renda durante todo o ano e com qualidade de vida. A técnica de unir agricultura e apicultura ainda é nova no Estado, mas a cultura se torna uma excelente oportunidade de diversificação renda. Como atividade extra, a criação de abelhas para a produção de mel aumenta o aproveitamento econômico da propriedade. Outro benefício está no acréscimo da produtividade com a polinização feita pelas abelhas.

Em 2015 o Governo do Estado, através de convênio, cedeu vários equipamentos para os apicultores do norte. O trailer, a caminhonete e os demais equipamentos entregues para os apicultores do APL do Mel do Norte estão ajudando na extração do produto dentro dos ambientes de higiene necessários para atender as normas de mercado. Os equipamentos foram entregues à cooperativa Coopermel, que fica em Porangatu, cidade polo do APL que atualmente tem como Presidente do Conselho Gestor o Sr José Renato de Freitas Almeida, apicultor em Mutunópolis. A instituição foi indicada pelos apicultores por ser a principal cooperativa da região. Essa estrutura permite o deslocamento até o local da extração, permitindo aos apicultores utilizarem os materiais e roupas adequadas para garantir a qualidade do produto. Após a extração, o produto é recolhido para o entreposto da Cooperativa em Porangatu, onde passa por processo de industrialização.

A Coopermel que inaugurou recentemente sua planta industrial em Porangatu, tem o apoio de diversos órgãos e entidades, sendo que os principais deles são da FBBFundação Banco do Brasil, BNDES, SEBRAE, SED, RG-APL, FAEG sendo que este último atende 30 apicultores da região no Programa Senar MAIS.

O Programa Senar MAIS tem como princípio a educação continuada/produção assistida, através da capacitação e transferência de tecnologia, contribuindo para o desenvolvimento das várias cadeias produtivas junto ao agronegócio. Em Porangatu a única cadeia produtiva atendida foi a apicultura apesar do programa atender várias cadeias produtivas, sendo elas: Apicultura, Fruticultura, Horticultura, Ovinocaprinocultura, Pecuária de Corte, Pecuária de Leite e Piscicultura.

O programa tem como objetivo assistir os produtores rurais em todo o estado de Goiás, através da Assistência Técnica e Gerencial gratuíta por dois anos, possibilitando ao produtor uma exploração mais eficiente da atividade, aumentando a renda e melhorando a sua qualidade de vida e de seus familiares.

 

José Renato F Almeida

jrfalmeida@gmail.com

Mutunópolis GO